Quem nunca ouviu a linda música Tempo Rei do Gilberto Gil? “…não se iludam, não me iludo, tudo agora mesmo pode estar por um segundo”. Já o Caetano Veloso, chamou o tempo de “um senhor tão bonito”.
E você? Já parou para pensar em como se relaciona com o tempo? Presumo que a forma de se relacionar com o tempo possa estar ligada à sua idade, pois, como diria Renato Russo, alguns ainda têm “todo o tempo do mundo”.
Ousaria dizer que o tempo seja hoje seu maior ativo, a sua moeda de troca. Não que tempo seja dinheiro, claro. Tempo é moeda à medida que você o troca por aquilo que quer consumir. Nesse sentido vale qualquer coisa, por exemplo, aprendizado, dinheiro para uma possível aposentadoria, dar mais e melhor atenção aos filhos….
Aqui estamos falando sobre as preferências (ou se preferir, as prioridades), afinal, cada um tem as suas. Penso que essa noção de preferências “conversa” com a ideia de que gerenciar o tempo seja simplesmente fazer escolhas diárias. Escolho o que é importante e daí faço o câmbio, ou seja, troco uma parte do tempo que tenho pela minha escolha de fazer a atividade “x”. Nesse ponto eu poderia (mas não vou) perguntar se você tem um bom grau de autoconhecimento para saber se está mesmo escolhendo por você ou pelo o que o mundo, a família, os amigos e etc., esperam de você.
Então, a minha pergunta é: quais são as suas escolhas?
Quanto preparei o curso sobre gerenciamento do tempo usei uma ferramenta que divide a vida em setores. Não dá para se concentrar, por exemplo, só no setor do trabalho e negligenciar, por exemplo, sua saúde ou seu crescimento pessoal.
Na verdade, até dá, mas não recomendo porque pode (ou não) chegar um momento em que você queira resgatar o que deixou de lado, mas já tenha se afastado tanto desses outros “setores” da sua vida que o caminho de volta pode ser longo e difícil. Pontes terão submergido e será necessário construir novas. Quanto trabalho!
Me avise se você chegou até aqui e muito obrigada 😊
Continua na parte 2