Que tal investir 2 minutos para refletir sobre o tempo? Parte 2/2

Investir um tempo em pensar na sua própria divisão de setores pode ser uma forma, digamos, mais estratégica de agir. Digo estratégica porque quando dividimos a vida em setores colocamos os objetivos nas respectivas caixinhas e tais objetivos podem sinalizar como deveria ser o gerenciamento do tempo.

Confuso? Explico melhor. Quando você assume que tem objetivos, fica mais fácil criar e executar tarefas diárias, semanais, mensais que te levem até a linha de chegada do seu objetivo.

Por exemplo, quem quer cuidar da saúde tem que ter atividade física e dieta estratégicas diárias. Quem foca na saúde mental tem que contemplar outras coisas. Quem quer crescer (ou mesmo se manter) no mercado de trabalho terá que encaixar na rotina cursos e leituras específicas e networking, por exemplo.

Sobre o trabalho, pense que é importante estar no lugar certo na hora certa, mas de nada vai adiantar se, nesse momento alvo, você não tiver aprendido espanhol, ou inglês, ou concluído aquele MBA, ou feito uma pesquisa sobre determinado tema e etc. Então, atividades na sua rotina te preparam para alcançar um objetivo.

Parece uma visão muito prática da vida e do tempo? Sim. A vida é mais complexa do que isso, afinal, planos mudam, pessoas mudam, seu estado civil pode mudar, sua área de trabalho pode ser reestruturada pela inteligência artificial e muitas outras coisas podem acontecer, mas, em meio a toda essa complexidade você continuará a ser você (talvez um pouco melhor com o tempo e todo o aprendizado que obteve até aqui).

Portanto, seus objetivos ainda devem ter sentido e poderão ser apenas reestruturados ao invés de totalmente trocados por outros. E o mais importante, você estará fazendo essa reestruturação a partir de um determinado ponto de progresso e não começando do zero.

Tempo é um dos assuntos mais interessantes para reflexões, mas já vou concluindo dizendo que, do meu ponto de vista, a melhor forma de gerenciar seu tempo é partindo do seu propósito de vida hoje.

Em poucas palavras, ter propósito é encontrar um sentido mais profundo e satisfatório que orienta as escolhas, que proporciona senso de direção e que dá a sensação de realização pessoal. O propósito de vida pode (ou não) mudar ou apenas se ajustar durante o tempo em decorrência da mudança no mundo ao redor e também do desenvolvimento pessoal de cada um.

Quando você pensar no seu propósito o resto serão acessórios. Mais ou menos assim: preciso ter saúde para… preciso estar com a minha terapia em dia para… preciso ter dinheiro para… e por aí vai.

Particularizando um pouco, o que me orienta e tem me dado a sensação de realização pessoal neste momento é dar aulas, palestras e cursos. A última ponte que atravessei para chegar até esse objetivo foi um mestrado de 2 anos e meio onde dediquei meu tempo, quase que exclusivamente, a pesquisar, estudar e escrever.

Isso pode não ter absolutamente nada a ver com você, claro, quando o assunto é propósito, cada um tem o seu e ele leva em conta o autoconhecimento que alcançamos com a nossa aprendizagem ao longo da vida.

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